Cirurgias Plásticas

Diástase abdominal: o que é, causas e tratamento

Publicado em 08 de abril de 2024

Diástase abdominal: o que é, causas e tratamento

Muito mais do que tratamentos estéticos, a cirurgia plástica também atua no tratamento de condições como a diástase do músculo reto, também conhecida como diástase abdominal.

A diástase abdominal é uma condição que acontece quando há um afastamento maior entre os músculos abdominais e o tecido conjuntivo, podendo chegar a até 10 cm de separação.

A parede abdominal é composta por um grupo diversificado de músculos, entre eles os músculos retos abdominais — um músculo duplo, longo e achatado, que vai das costelas até o osso púbico, um de cada lado da barriga. Ele age como uma espécie de espartilho para o corpo, dando apoio e proteção às costas, e se une na linha alba (região do umbigo) com 1 a 2 cm de separação entre as bordas.

O que leva à diástase abdominal?

O desenvolvimento da diástase abdominal pode ser favorecido por situações como mais de uma gravidez, gestação de gêmeos, bebê com mais de 4 kg ao nascer, gestação com idade superior a 35 anos, tendência genética, ganho ou perda excessiva de peso e atividades físicas com peso excedente. Quando não está relacionada à gravidez, a diástase costuma ocorrer devido à flacidez dos músculos abdominais.

Homens também podem apresentar essa condição, já que a gestação não é o único fator que possibilita seu surgimento. Ainda assim, ela é mais comum em mulheres grávidas — principalmente as que apresentam sobrepeso associado — do que em mulheres não gestantes ou homens.

Como se dá a avaliação da diástase abdominal?

A diástase pode ser identificada logo após o parto, ao sentir a região abaixo do umbigo flácida e mole, ou ao observar uma protuberância no abdômen ao levantar peso, agachar ou tossir.

Exames físico, de ultrassom e de tomografia comprovam e mensuram com mais precisão o local exato e a extensão da diástase. No exame físico, o paciente deita-se de barriga para cima e o médico pressiona os dedos indicador e médio aproximadamente 2 cm abaixo e acima do umbigo, pedindo em seguida para contrair o abdome. Normalmente, ao contrair, os dedos são empurrados para cima — mas em caso de diástase, eles não se movem, sendo possível até posicionar mais dedos na abertura.

Prevenção e tratamento

Mais que uma questão estética, a lacuna e o enfraquecimento muscular podem provocar dores nas costas, má postura e aumentar o risco de hérnia abdominal — por isso a prevenção é importante.

As duas formas mais eficientes de reduzir as chances de diástase abdominal são controlar o peso em qualquer situação (principalmente durante a gestação) e realizar atividades físicas que fortaleçam a musculatura da região, associadas a uma alimentação rica em proteínas. Cuidar da postura também ajuda.

Casos mais leves podem ser tratados com controle de peso, boa alimentação e atividades físicas específicas, indicadas e acompanhadas por profissional qualificado. Já em casos mais severos — que podem ou não vir acompanhados de hérnia — o tratamento indicado é a plicatura muscular, geralmente realizada em conjunto com a abdominoplastia ou a miniabdominoplastia, por um cirurgião plástico habilitado.

Procure sempre por uma cirurgia segura: verifique se o seu profissional escolhido é um cirurgião capacitado e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

← Voltar para o blog